O Funk mandando seu recado para um Rio Pré-Intervenção

Entrada do Independente do Lote XV, Belford Roxo
Eu era um cara da Baixada e que vinha dos bailes de funk do Lote XV, em Belford Roxo, Farolito de Caxias, Paratodos da Pavuna, Signos e Giros de Nova Iguaçu e várias outras quadras que a massa funkeira frequentava nos encontros de pequenas e grandes equipes de som, mas que, também, estava como estudante de ciências sociais da UFRJ. 
Viver a baixada com todos os seus contrastes e peculiaridades em relação a desigualdade, pobreza, redes de relações colaborativas, violência e ser estudante de uma das maiores universidades do país era algo estranho e que me colocava entre mundos. Eu perdia parte da naturalização que existia no meu olhar sobre as condições sociais e econômicas que vivera até ali e despertava para uma espécie de consciência que gerava um desconforto, um desencanto, em relação a dinâmica histórica e social da Baixada Fluminense. Por outro lado, sabia que o mundo universitário era algo distante, com regras e cobranças, com níveis de dificuldades e assimilação bestante desafiadores para mim, o primeiro a entrar na universidade e que vinha do seio de uma família não letrada; de mãe e tias empregadas domésticas.
Paratodos da Pavuna
Pelo meu grau de comprometimento, já não podia ter medo e tão pouco me dar ao luxo de permitir ser tomado por dúvidas se poderia ou não seguir o processo de desconstrução da natureza desigual que inculca os jovens da periferia quando frequentam o mundo acadêmico.
Em que pese o meu interesse prematuro pela ciência política, encontrava em algumas obras da sociologia e da antropologia maior incentivo ao exercício de desconstrução conceitual e maturidade para ler os clássicos das ciências sociais. No entanto, foi na literatura da antropologia urbana que percebi uma afinidade, um sentido; aquela empatia que certamente te faz se dedicar com mais energia e prazer na difícil arte de aprender a estudar e construir relações entre os clássicos e os fenômenos da vida cotidiana. 

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Entre diversas obras, destaco a tese de mestrado do Hermano Vianna, O Baile Funk Carioca: Festas e estilos de vida Metropolitanos. Estava tudo ali – escrito da melhor forma e em cenas – o que eu sentia como um cara da Baixada e um estudante das ciências sociais. Eram análises rápidas que davam sentido ao meu processo de formação e que me alertavam para o fato de ter acertado na escolha das ciências sociais. A apreensão dos instrumentos conceituais e das categorias de análise permitia que eu conseguisse enxergar o exercício de descolamento das teorias das suas datas e o emprego das técnicas de observação e análise dos conflitos urbanos na metrópole fluminense.
Peroba Dj dono da Equipe Califórnia.
Naquele momento, ganhava sentido para mim a narrativa da periferia que tomava corpo e volume ao invadir o imaginário carioca, em meio a crescente crise urbana que violentava as favelas e baixada do Rio de Janeiro. A conflituosa dinâmica da metrópole com profundos problemas de falta de moradia, infraestrutura urbana, saneamento básico e oferta de serviços de educação, saúde e assistência empurrava diariamente milhares de pessoas para as crescentes favelas e os terrenos retalhados da Baixada Fluminense.
 Funk Rio (1994) Documentário CECIP
Em meio a invisibilidade dos dramas cotidianos das horas perdidas no transporte público na Avenida Brasil e nos Trens da antiga CBTU e da FLUMITRENS, nas enchentes que tragavam vidas e esperanças na Baixada Fluminense e na Maré, na falta de água dos morros e no descaso e banalidade das mortes de pretos, pobre e favelados nos conflitos entre facções e com a polícia, o funk ganhava espaço nas mídias através de horários comprados nas rádios e tvs.
 

A antropofagia dos funkeiros reagia a todas as formas de abandono do Estado e a violência crescente que dava sinais de que um dia toda aquela desigualdade, energia represada e necessidade de viver provocaria conflitos e serviria como manifesto poético reverberando a expiação social do purgatório fluminense.
O funk invadia a casa das classes médias e tomava de assalto o imaginário suburbano levando a mensagem que à violência do cativeiro um dia seria transbordada. Ao mesmo tempo que promovia a esperança para milhares de jovens que, sonhando em ser um MC, se recusavam a seguir o destino naturalizado pela força da máxima expropriação do trabalho e da miséria, a marginalidade.
Se fizermos uma análise rápida sobre as manifestações artísticas e a força da mensagem no discurso, na narrativa do funk, perceberíamos que por baixo da colcha de favelas e da retalhada periferia estava sendo gestado um imenso território conflagrado pela combinação de abandono, violência, naturalização da pobreza em níveis desumano e uma resistência viva e heroica de jovens que não queria mais baixar a cabeça para o desmando do Estado.
Entre tantas músicas que expressaram o grito da periferia e dos favelados destaco a síntese contida na letra do MC Bob Rum, que em 2003 lançou o Rap do Silva.
 Apresentação do MC Bob Run no programa da Furação 2000
 Texto Hermano Vianna:
www.overmundo.com.br/download_banco/o-baile-funk-carioca-hermano-vianna
https://www.goodreads.com/book/show/716543.O_Mundo_Funk_Carioca
Fontes:
http://blogdolotexv.blogspot.com.br
http://acervodosbailes.blogspot.com.br/2011/05/a-estrutura-de-um-baile-funk-nos-anos.html

Intervenção Federal no Rio de Janeiro decidirá a eleição 2018

O Governo Federal corre para deter o vexame de não conseguir votos suficientes para a reforma da previdência e, ao mesmo tempo, garantir que a máquina eleitoral do PMDB no Rio de Janeiro continue de pé.
Diante do desmoronamento do PMDB no Rio de Janeiro, o governo federal se apressa para resolver dois importantes problemas que fazem o Governo Temer sangrar diariamente: a progressiva diminuição da base parlamentar disposta a mergulhar no desgaste político ao votar com o governo na reforma da previdência e, também, a ameaça do partido de perder a base eleitoral que tem no estado e que garantiu as reeleições consecutivas de Sérgio Cabral e Pezão.
 
A crise do Rio de Janeiro, tem levado o governador Pezão a entregar a gestão para seus partidários, que, por sua vez, estão subordinados aos empresários do crime organizado, como afirmou o ministro da justiça Torquato Jardim, e aos empreendedores que predam as receitas governamentais com isenções fiscais e os benefícios que acumulam com a propositada falta de gestão.
 
O Rio de Janeiro é o principal colégio eleitoral do atual MDB e sofre com o prenúncio de que sofrerá sua maior derrota eleitoral das duas últimas décadas. Como os votos do Rio de Janeiro decidem a eleição presidencial, o governo tenta dá uma cartada final para fugir do constrangimento de não ver a Reforma da Previdência aprovada e aumentar o seu desgaste frente a crescente insatisfação da população. O fato é que a intervenção impede que a Constituição seja alterada é, portanto, que ocorra a votação para a reforma da previdência.
 
Contraditoriamente, é um chileno-carioca e presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, o maior interessado na Reforma da Previdência. O alinhamento de Maia com a pauta do mercado, já foi afirmada pelo próprio deputado que quer conduzir a toque de caixa as reformas de grande interesse dos grupos financeiros e empresariais. Maia tem sido um grande aliado do governo Temer ao movimentar as votações do congresso de forma a beneficiar Temer. Porém, a intervenção no Rio de Janeiro, gera um desgaste dos aliados, porque coloca em risco os planos do presidente do congresso para concorrer ao governo do Rio de Janeiro.

A intervenção tomará as rodas de conversas e permitirá que os defensores do autoritarismo avistem, neste movimento do governo federal, um passo maior para qualificar o discurso conservador que o estado fluminense precisa para reconquistar a ordem. Por outro lado, uma parcela da esquerda começará a identificar a trilha para um golpe dentro do golpe e a clara ameaça as eleições presidenciais de 2018.
 
De toda forma, pelo bem ou pelo mal, o Rio de Janeiro decidirá o futuro do país este ano.


Washington Reis condenado, de novo!

O Condenado prefeito de Caxias foi considerado um dos deputados federais com maior número de processos na justiça em 2016. Ficou entre o top 5 da Câmara dos Deputados, conforme notícia da EBC.
O meliante do erário da cidade de Caxias recebeu belíssimas considerações de Rodrigo Janot e por Dias Toffoli por suas ações criminosas na cidade e no bairro de Xerém, sendo considerado uma espécie de predador da natureza é um grileiro.
Agora outra condenação pelo TRE. É verdade, ainda têm os recursos, mas o cerco está fechando.

A dúvida que havia sobre a tipificação do crime de formação de quadrilha, na argumentação de Janot, cai por terra, já que o modus operandi é familiar e envolve a linhagem dos Reis, de acordo com os processos e citações que os parentes do velhaco também respondem.

E têm muitos vereadores na Câmara Municipal que se orgulham da “parceragem” com o prefeito. E defende os interesses do infrator e, também, seus interesses na manutenção do condenado no posto de alcaide.

(Foto: Alexandre Durão/G1)

Esta outra condenação não seria motivo suficiente para convocar o Ministério Público, o TCE e a Justiça Federal para auditar as contas e acompanhar o trágico fim deste governo?

Diante dos maus feitos, da ficha suja e de todo o histórico do prefeito, frente a todos os crimes e processos que responde, não seria importante a justiça agilizar esta condenação no supremo, já que o escroque tem o cacoete de desfalcar os bens públicos e ser uma espécie de motoserra da natureza da cidade?

O que irá sobrar da cidade se o larápio se mantiver no poder a base de habea corpus?

Sobre às dúvidas de sermos nós

Você que sonha em ser o pastiche do homem branco e de religião, a tua etnia, a tua cultura pusilânime te condena.
Os caras têm mostrado que não ligam em usar a chibata, a maioria deles já foi condenado por trabalho escravo e você, ainda, aí, está em dúvidas que sua chegada a universidade foi fruto de seu incrível esforço pessoal.
Você, infeliz, cansado e se sentindo um merda como amante porque goza rápido e sem graça à vida.
Tá fudido, engarrafamento, comida cara, porta de banco que te aborta, samba que atravessa no cansaço, negão da vida que caiu na lógica capitalista, vai ficar se cobrando sobre um mundo de ilusões.
Eu fico aqui rindo e feliz. Sou de épocas passadas, acostumado com crises, tenho casca e já vi o maldito PMDB fazer muitas mazelas neste país.
Pior né, toda está vontade de sair do mundo, de ficar fora da realidade, te coloca neste mundo que está há um passo do final de semana. Fuga, o que você quer é uma fuga, uma injeção lisérgica domundo.
Você não consegue entender o debate sobre racismo, cotas, viado e sapatão, você só fala e apoia os negões que apoiam o temerário e a sua louvação a religião. Herois de cristo que fazem jogadas milhonárias no tapetão. Música chata com gente sem graça cantando em coro. Voz uniformizada.
Tudo é pecado, quando alguém deixa a timidez e fala que religião é ilusão. Não só às judaico-cristãs, mas, também, as bantos, iorubas, quetos e xamas.
Legal, sexta-feira, idiotizamos todos e quando não se pode mais falar da roupa, da vida íntima dos outros, do celular novo ou de qualquer outra ocasião; amarra-se na babaquice de falar que tudo é culpa do PT.
Mané, você não consegue resolver teus problemas. E a questão não é resolver teus problemas individuais não, porque a maioria das questões são coletivas.
Os gregos falavam algo como encontrar a felicidade em terra, na pólis, porque não se sabe o que vem depois.
Não consegue ver que você é preto, nordestino, sertanejo, pobre e favelado, já que a lógica suburbana atropelou as boates, bares e cabarés das cidades pelo Brasil a fora. É você que dá dinheiro para a sofrência, para o vai novinha, para um monte de baboseiras chatas de escutar; mas você quer encontrar o problema em outro negrão. Pior, culpa o povo e sem noção se retira da vida pública e se coloca na posição soberba de ter as soluções cheias de eugenia para o Brasil.

Não falas das questões ligadas a distribuição ou acumulação de terra, a desconstrução deste welfare states varguista, desta falta de liberalismo clássicos em meio ao medievalismo que nós metemos.

Teimo que se for para cair, fico de pé como um um sujeito da baixada com o melhor do funk-electro cheio de samplers e sintetizadores e uma inocente levada de break e hip hop do Lote e XV, Paratodos da Pavuna, Signos e Giros e as centenas de quadras da Baixada Fluminense. Tudo com uma pegada de Bebeto, Tim Maia e desbunde do rock anos oitenta.
Os sem-terra, o sem-teto, a mulher pobre e negra, o pretinho que está pronto para levar o teu celular, tem te transformado neste sujeito descontente e frio com o mundo e tem te condenado a acreditar no poder do homem branco e religioso. Você sustenta à nação. Se não, você quer. Você quer mesmo cair na pieguice do romantismo pequeno burguês, lupem, porque ser babaca é o que importa.
Fica ligado, que os deputados negros são como capitães do mato. E os deputados brancos são empregados dos bancos, dos donos de terra e dos comerciantes que contratam os capitães do mato.
Você sabia que um dos homens mais ricos do mundo era negro?
Xaxá, um baiano ou sujeito do mundo, escravocrata e explorador como os deputados, vereadores e políticos daqui.
Muitos e muitos líderes religiosos fazem lavagem do dinheiro do tráfico em seus dízimos, ofertas e doações. Descem os morros, cruzam as favelas as Kombis, vans e carros cheios de dinheiro vivo, com seguranças armados. Precisam apoiar o Temer para ganhar concessões de televisão, rádios, funcionários públicos, privados e fiscais em fronteiras e em batalhões para continuar com seus emprendimentos de abrir estradas (para pouso de aviões), laboratórios (sintetizar às drogas), empregar gentes (em trabalho escravo, muitos fungadores urbanos), empreender sobre a vida de índios e quilombolas em um novo Brasil que tem uma ponte para o futuro dos que sempre dominaram o passado e presente.
O parlamentarismo esconderá nossas raízes e colocará empedernidos os discursos midiáticos, internéticos, e tudo mais que está por ter fim. Ou você imagina que sua conta no google, no facebook, currículo no linkind, e um monte de postagem boba te fará ter um futuro em meio a este processo de degradação?
Serás mais feliz se te mantiveres em pé, cabeça erguida, louco, humano, gente.
Abandona teu sangue de barata.
Cospe teu amargo da garganta.
Fala com quem gosta, olho no olho.
Simplifica a vida e sabota a armadilha.
Sejas homem. Na existência divina de vir como sujeito histórico, não como gênero, mas como alguém, indí, Kawahiva, Guarani, Oyo, èdè, asiático, sujeito histórico que luta por seu coração.
Permitirá, nossa insensatez e fraqueza, que este país condene há mais duzentos anos sua gente?
Lá em Star Wars, seremos nós, negros, índios, florestas e latinos irreverentes, cômicos e semi-pacíficos, falando de uma quase revolução.
Entrega-te a estes caras e verás que o bandido que te espreita à esquina te feres menos que o sujeito que te rouba a esperança e as possíveis doces ilusões.

Avatar de quem somos hoje para vivermos no medo.

Quem armou o bandido que queres matar foi o bandido político que sonhas em ter como amigo.
Quem matou teu pai, filho, tia, irmão e amigo foram estes caras que roubaram o dinheiro da saúde, da educação, da assistência, dos contratos, das merendas, das obras, das passagens de ônibus; mas estes vocês não são justiceiros suficientes para quererem matá-los.
Preferes trocar teus arroubos, as suas sãs atitudes por comentários vazios, maliciosos e escondidos como os covardes estupradores coletivos, como os misóginos e misantropos coletivos, e permaneces aí, colocando a culpa e o problema na vida.
Enquanto há vida, há esperança, mesmo naqueles temerosos de viver.

Congresso vende deputado no varejo

Perceba que interessante, quase a totalidade dos deputados que salvaram Temer tem processos na justiça.
Estão com sérios problemas e de diversas ordens: respondem processos por trabalho escravo, desvio de dinheiro, currupção, dívidas com fisco, trabalhistas, com bancos públicos, são grilheiros, devastadores do meio ambiente, como os donos de mineradoras, madereiras e caçadores de índios e, também, de negros, nas favelas dos centros urbanos.
Fico constrangido por todos aqueles que tomaram o chá da infantilidade e bateram panela e vestiram a camisa do Brasil do lado destes caras para afastar o governo anterior.
Estes deputados estão tirando o seu emprego, a sua aposentadoria, seus direitos, violando a sua vida para se manterem no poder.
Fazemos parte de um momento constrangedor da história.
Eu sei… Eu sei… muitos tomados por tão grande apatia e o alto grau de embriaguez lisérgica que está mergulhado, ainda, vão questionar se preferíamos o governo anterior. E vão querer falar do PT, do Lula e da Dilma…
Eu sei que a lavagem cerebral foi fantástica e que durante dois anos a televisão, o whatsapp, o facebook, os jornais, as empresas de publicidade, o MBL, a FIESP transformaram o governo anteiror no culpado de todos os males do Brasil.
Só que chegou a hora de você tomar um cafezinho na esquina e acordar para o que a bancada dos homens de Deus tem negociado para salvar o Temerário, para o que a bancada dos donos dos bancos, dos produtores de comida transgênica, dos que querem o fim das universidades públicas, dos que querem privatizar tudo que é público, terceriar o trabalho, acabar com a previdência e alugar o Brasil votou para manter o Temer. Deve deputado que tatuou o nome de Temer no corpo para mostrar como é fiel ao coisa ruim.
Eu sei… Eu sei… você está cansado da defesa dos direitos dos pretos e pobres, favelados, dos viados, bichas, sapatões, pobres, morador de rua, sem-terra; você tem raiva do atraso deste papo de direitos humanos, cotas, folclore, cultura popular, você deseja que todos tenham uma arma para matar tudo que não presta no Brasil. Você quer acabar com os privilêgios daquelas mulheres safadas e preguiçosas que tem um monte de filho para viver de bolsa família, você quer todo mundo trabalhando até os oitenta, noventa anos, você se orgulha do Moro.
O Moro que liberou Claudia Cruz e a Filha do deputado Eduardo Cunha. O ex-deputado Eduardo Cunha tinha gritado quando foi preso que se sua filha e mulher fossem presas ele falaria tudo. Tudo mesmo. E Moro soltou as duas. Moro tem soltado, liberado e arquivados peças chaves ligadas a Temer, Cunha, Aécio, Cabral, Gedel, Moreira Franco, Juca, Renan, Jeressati, Geraldo Alckmin, e muitos outros. Ele inocentou Adriana Anselmo, mulher de Cabral, por falta de provas, mesmo todo o Rio de Janeiro sabendo das ligações do escretório de advogacia da mulher de Cabral as empresas envolvidas em todo o processo de corrupção do seu governo.
Você se orgulha que Moro dá suas sentenças toda vez que o governo tem grandes problemas com a imprensa.
Você que se orgulha de ser contra sindicado, grevistas, bandeiras vermelhas, baderneiro, Paulo Freire e de misturar alho com bugalhos, lé com cré, porte de arma com direitos, economia estável com corrupção nefável, que admira os homens brancos, de “bens”, religiosos e moralistas, você está há um passo de entrar para a história.

TSE condena o Brasil

“Eu, como juiz, recuso o papel coveiro de prova viva. Posso até participar do velório, mas não carrego o caixão.”
                                                                   Hermann Benjamim
O TSE em sua decisão fortaleceu às práticas viciosas e cartóriais dos TREs e dos representantes desta instituição nos municípios.
É de conhecimento corrente como traficantes, matadores,  milicianos, contraventores, fichas-sujas, políticos condenados e tantos outros pretendentes a representantes da população buscam as benesses, os privilégios e o prestígio na impunidade e no foro privilegiado.
Não apenas salvaram a vida do Temer e toda corriola, mas condenaram toda a sociedade brasileira no jogo político que é alimentado pelas eleições municipais e estaduais.
Como denunciar campanhas de vereadores e prefeitos marcadas pela compra de votos, mandonismo, associação com o tráfico e milícias, poluição sonora e visual ou em função do volume de recursos de caixa dois e do financiamento de campanhas por empresas prestadoras de serviços beneficiadas com contratos superfatrados?
Eles não absorveram o Temer, eles condenaram o Brasil.

9º FÓRUM RIO – SÃO JOÃO DE MERITI

Neste fim de semana ocorre um grande debate sobre a Região Metropolitana do Rio de Janeiro em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

O Rio de Janeiro enfrenta uma das maiores crises de sua história e os impactos sobre as vida da população fluminense tem sido catastróficos. O aumento do desemprego e a crescente escalada da violência são dois reflexos diretos da estrutura de corrupção e desgoverno que o Estado vivenciou por anos seguidos. Diante de tantos e diversos problemas, a sociedade arregaça as mangas e se organizar em várias frentes para enfrentar os problemas causados na ausência do poder público.

Entre tantos debates, estaremos participando do GD sobre Cultura, Cidadania e Empreendedorismo no 9º Fórum Rio que ocorrerá dia 10 de junho, às 11h da manhã, no Colégio Santa Maria em São João de Meriti.


Debateremos sobre a economia criativa e os novos empreendimentos culturais na Baixada Fluminense, a força dos coletivos e a sustentabilidade dos negócios sociais frente ao cenário de escassez de investimentos e crise social. 

A cultura tem desempenhado um importante papel na formação da cidadania e como alternativa a geração de renda para parcela da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Na ocasião apresentaremos a iniciativa de diversos coletivos e agentes culturais na criação do Gomeia Galpão Criativo, o primeiro coworking da Baixada Fluminense.

Diversos grupos culturais que atuam em rede na Baixada Fluminense se articularam para criar um galpão criativo e abrigar seus projetos num formato de coworking. O galpão abriga diversos projetos, eventos e atividades culturais com forte impactos em toda a região.

O Gomeia possui alguns grupos nesse primeiro time, mas está aberto a outros parceiros. São coletivos de cultura digital, audiovisual, arquitetura, produção cultural, levantamentos de informações socioestatisticas:
Terreiro de Ideias
Mate com Angu Cineclube
Abacateiro de Ideias
Memory Audiovisual
Dunas Filmes
Virtú Produções
Observatório Social

Você que pode ir as ruas, lutar por Diretas Já!

Você que teve orgulho de falar que votou no Aécio; 
Você que colocou camisa do Brasil e defendeu o Cunha e o Temer;
Você que se afeiçoou pelo patinho amarelo da FIESP;
Você que acreditou que a corrupção foi uma invenção da esquerda;
Você que admirava o Eike Batista, comprou livro de auto ajuda do malandro, e foi contra os manifestantes e black blocs que lutaram contra o Sérgio Cabral e todo o esquema de corrupção da Copa do Mundo e das Olimpíadas;
Você que ainda tem dúvida da Privataria Tucana que vendeu e doou empresas estatais a preço de banana, como a Cia. Vale do Rio Doce;
Você que não quer enxergar a delação da Siemes ao Ministério Público e nem imagina como o PSDB, o Juiz Sérgio Moro estão entrelaçados nos escandalosos $ 134 Bilhões de Dólares (quase meio trilhão de reais) que foram enviados ao exterior;
Você que não quis entender o que foi o PROER e os mais de R$ 110 bilhões que foram usados para salvar os bancos no período FHC;  
Você que é a favor do fim do Bolsa Família e da Farmácia Popular porque são programas que atendem gente pobre e preguiçosa que só quer fazer filho e não quer trabalhar, não consegue ver a anistia que o CARF fez ao Banco Itaú de mais de R$ 25 bilhões e aos outros bancos.
Você que chamou a Dilma de Puta quando o Sergio Moro liberou as conversas telefônicas dela com o Lula e não se manifestou quanto aos áudios do Jucá revelando que o golpe era necessário para tirá-la do poder, se não a Lava Jato iria pegar todos do PMDB e do PSDB;
Você que não se manifestou quando Moreira Franco (que destruiu a educação do Rio de Janeiro ao acabar com o programa dos CIEPs e que sabe tudo de toda a propina do PMDB) foi indicado para ministro para ter foro privilegiado;
Você que acha que a morte Teori Zavascki foi um acidente e não acredita que esta elite mata, mesmo quando o áudio de Aécio Neves para o dono da FRIBOI explanou o modus operandi destes caras: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”;
Você que acreditava nas reformas e não queria ver que os deputados responsáveis pela reforma trabalhista respondiam processo por trabalho escravo e acumulavam bilhões em dívidas trabalhistas e que os responsáveis pela reforma da previdência são ligados aos bancos e aos programas de previdência privada;
Você que começou a multiplicar a ideia dos patrões que o país é atrasado porque tem o maior número de ações trabalhistas do mundo, não conseguiu perceber que só há ação porque uma das partes não cumpriu o que está na lei.
Você que até hoje não compreendeu bem o que é materialidade da prova;
Você que bateu panela;
Você que culpou o PT por sua empregada doméstica querer carteira assinada;
Você que chama trabalhador de vagabundo quando este faz greve e luta por direitos;
Você que agora quer votar no Bolsonaro achando que tudo irá mudar, mas não acompanhou a evolução patrimonial do deputado e ficará tristinho quando descobrir quem financia suas campanhas e da sua estreita ligação com a indústria das armas e da construção de presídios – lembrando que o sujeito prefere construir cadeia a escola -, e tomar ciência que o Pastor Everaldo (dono do PSC, partido de Bolsonaro) tem forte relação com Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima;
Você que embarcou e compartilhou a indignação do MBL e do Vem Pra Rua (movimentos financiados pelo PSDB e pelo PMDB) na Avenida Paulista, na Av. Atlântica e pelos bairros ricos do país;
Você que está acreditando na eficiência do João Dória em São Paulo, mas não acompanha as suas relações com o Panama Pappers, sonegação e com seus investimentos em deputados arregimentados com muitos recursos das empresas parceiras de sua candidatura e da atual gestão da prefeitura;
Você que tem orgulho do seu amiguinho que é pequeno empresário bem “sucedido” e que forjou suas conquistas corrompendo agentes da Light, CEDAE, prefeitura, entregadores de matéria prima, fiscais, mas se diz cansado de tanta corrupção;
Você que faz self com vereador que tem prazer em falar que veio de baixo e que hoje têm imóveis na Barra da Tijuca e em Miami, carros importados, e empresas que prestam serviços para a prefeitura;
Você que compartilhou memes e fofocas afirmando que a casa caiu e que a FRIBOI era do Lulinha, Filho do Lula, não percebeu que a empresa levantou muito dinheiro para campanha de Aécio;
Você que acredita que o Juiz Sergio Moro é herói e que teima em não ver que ele tinha tudo nas mãos sobre o Aécio, o PSDB, o Jucá, o Renan, o PMDB, Youssef há anos,…;
Você que não quis acreditar que o Ministério de Temer era formado por homens, brancos, ricos, com longa lista de corrupção e uma forte herança coronelista e escravocrata;
Você que acha que a Lava a Jato pretende ser isenta e não consegue notar o quanto ela é seletiva;
Você que comprou a ideia que deve ser vendidas todas as empresas públicas e estatais do Brasil que são importantes para a geração de parte de nossas riquezas;
Você que achou que a PEC que cortava gastos sociais era certa;
Você que, mesmo vendo tudo isso, desenvolveu um mecanismo psicológico contra o bolsa família, pobre, vermelho, homossexual, sem terra, sindicalista, história, sociologia e filosofia nas escolas, empregada doméstica com carteira assinada, índio, nordestino, pré-sal e Petrobras, trabalhador rural, escola ocupada por estudante, negro, médico cubano, cultura brasileira, conselhos de controle social, manifestante, que defende que bandido bom é bandido morto…
Você que vociferou contra a Dilma e o Lula e anda acabrunhado porque eles não foram presos… eu desejo os meus mais sinceros… … … EU TE DISSE, EU TE DISSE, EU TE DISSE!

Mas não desejo que você vá para Miami agora que sua ficha começou a cair. Te convido para irmos para as ruas e lutarmos sem medo por Eleições Diretas Já, para o executivo e o legislativo.
Não permita que um novo Golpe aconteça e que uma câmara dos deputados eivada de corrupção escolha o novo presidente.
Não acredite que o STF vá fazer a melhor escolha para o país, quando sabemos que esta instituição funciona como o balanço das ondas.
Lutemos por transparência pública, controle social, participação popular, tecnologias de acesso a informação, reforma política, inovação e tecnologia nas formas de participação política.

#foratermer          #diretasja       #reformapoliticacomparticipacaodasociedade      

Vamos para as ruas sem medo de lutar por Diretas Já!!!!!!!

Política da terra arrasada, pragmatismo e predação do Estado.


O cenário político nacional é amargo e está preso a dois problemas estruturais do país: o primeiro ligado diretamente aos efeitos da crise mundial que abateu a economia nacional , o que levou a uma profunda dificuldade de financiamento do Estado e de grandes investimentos do setor público nas áreas sociais; o segundo, está ligada a exposição dos vícios privados e públicos que se materializam em uma cultura da corrupção que passa por todas as instâncias da vida social no país e que ganha contornos catastróficos em meio a um cenário de crise estrutural.
Estes dois elementos permitiram e incentivaram o golpe de estado civil e parlamentar que, sob a égide de diversos interesses privados e de origem internacional reuniu argumentos institucionais e o capital social necessário ao impedimento da Presidenta Dilma Rousseff por parlamentares eivados por processos e com comprovada ficha criminal.


Após o golpe, o território da política nacional tornou-se terra arrasada, o que permitiu aos novos-velhos usurpadores e mandatários construir uma agenda política e econômica carregada de estratagemas com ações pragmáticas com objetivo de redesenhar o lugar da cidadania, do social e dos direitos.
O pragmatismo das ações passaram a dar sentido ao processo estratégico de encontrar um culpado para todos os males do país em um único partido e as operações com objetivo de plasmar as empresas públicas de problemas e deficiências com vistas a privatização passou a ser levada a cabo por políticos e gestores com pecados e interesses ainda maiores daqueles que foram arrebatados do poder. O cenário inicial do Governo Michel Temer, formado com uma cúpula de homens brancos e tarimbados pelos processos de corrupção, pela expertise de pedração do Estado e por membros representantes de grandes empresas do capital privado, era a demonstração clara que a inflexão abateria os interesses básicos da sociedade em decorrência da obscena disposição em levar a cabo reformas que atenderiam aos tão somente do empresariado em detrimento dos trabalhadores e de maior parte da sociedade.


A sanha de dilapidar o Estado encontrou dificuldades nos limites de capitais disponíveis a lógica de predação imediata e assim, os arquitetos políticos do processo de desmonte e expropriação do Estado brasileiro concentraram seus esforços em duas frentes: a primeira centrada na obediência a agenda neoliberal e aos desmonte das empresas públicas – sob os constrangedores argumentos do crescente prejuízo de empresas que tradicionalmente geravam lucros a nação; e o segundo, a diminuição dos direitos sociais com profundas mudanças na constituição cidadã de 1988 e a desregulamentação das leis trabalhistas com aprovação da terceirização, da flexibilização dos contratos, e a progressiva marcha sobre a seguridade social com impactos diretos em seus três principais eixos: a previdência social, a assistência social e a saúde pública.


O atual quadro de crise moral, política e econômica pelo qual passa a nação ganha contornos mais dramáticos no Rio de Janeiro, Estado que tem servido como laboratório de falcatruas e de todas as experiências possíveis de corrupção e que estende sua tecnologia de dilapidação da coisa pública para diversos órgãos e instituições em nível federal, estadual e municipal. No Rio de Janeiro, os mandatários corromperam o Tribunal de Contas do Estado, parte do Judiciário e leva sua tecnologia do crime para os municípios, empresas públicas e desenvolve direta associação com empresas privadas e o crime organizado.


Como efeito de tantas artimanhas praticadas pelos anos seguidos do ex-governador e operador de diferentes quadrilhas, Sérgio Cabral, e seu fiel escudeiro e atual governador, Luís Fernando Pezão, o estado fluminense está quebrado e com um deficit fiscal que supera a casa dos R$ 19 bilhões. A parceria dos governantes do Estado com o crime organizado, através de empresas de diferentes ramos, foi responsável pela montagem de esquemas de corrupção com superfaturamento de obras, projetos inacabados, desvio de verbas públicas, elisão, evasão e sonegação fiscal, além de incentivos fiscais a todo tipo de empreendimento, como joalherias e casas de massagens.
Como resultado de tantos atos ilícitos os salários dos servidores ativos e inativos do estado estão atrasados, foram sucateados e fechados diversos postos de saúde e unidades hospitalares, as instituições de ensino agonizam com falta de recursos e condições de desenvolver suas atividades pedagógicas de ensino, pesquisa e extensão, além de promover o completo desmantelamento da segurança pública e os sucessivos erros de uma política de segurança que tem promovido a conflagração de um cenário de guerra por todo o Estado.


O pragmatismo de nossos políticos não está ligado ao pragmatismo de Maquiavel e sua concepção de virtú do governante – como aquele que assegura a existência do Estado. A frase não dita por Maquiavel que “o fim justifica os meios” ganha contornos particulares e que se encaixam nas práticas de muitos políticos fluminenses e nos empresários que se aproveitam da coisa pública e penalizam o coletivo em função de seus interesses privados.

A sociedade bestializada com tantos desmandos têm dificuldade em reagir. No entanto, está mais do que na hora dos cidadãos começarem a se organizar entre familiares, amigos, grupos de estudo e pressão com o objetivo de controlar o poder público e dar uma nova moral ao pragmatismo neoliberal, tendo como objetivo regatar nossos valores éticos e nossa cidadania.

Artigo publicado no Jornal Imprensa em abril de 2017

O Serviço Social no Campo da Saúde

Aos meus amigos e amigas do Serviço Social, a UNISUAM está com uma ótima programação em relação a atuação do Serviço Social na área da Saúde.
As inscrições estão abertas!!!!
Em tempos de crise, período no qual as políticas públicas tornam-se ainda mais necessárias a sociedade em função do agravamento das contradições entre o capital e o trabalho, o serviço social acumula papéis fundamentais nos seus diversos campos de trabalho. Conhecer seus desafios, limites e perspectivas de atuação é importante não apenas para os profissionais da área, mas, também, para todos aqueles que atuam nas áreas sociais e de fortalecimento da cidadania.
I SEMANA DA SAÚDE 2017 – MESA-REDONDA: SISTEMATIZAÇÃO DA PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL NO HOSPITAL GERAL DE NOVA IGUAÇU

I SEMANA DA SAÚDE 2017 – EXPOSIÇÃO DE CAMPOS DE ESTÁGIO

I SEMANA DA SAÚDE 2017 – EXPOSIÇÃO DE CAMPOS DE ESTÁGIO
http://aluno-ext.unisuam.edu.br/ambiente-extensao-aluno-atividades-oferecidas/detalhes-atividade/15312



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